Não deixe o medo da solidão impedir você de ir viajar. Conheça lugares únicos pelo País para conhecer mesmo sem companhia.

Passar o tempo livre de pernas cruzadas pode até fazer sentido a dois. Mas sozinho não leva a lugar nenhum, literalmente. Mesmo assim, muitas pessoas deixam de conhecer novos destinos e conhecer novas pessoas com medo de se aventurarem por aí sem companhia. No entanto, quem se arrisca não se arrepende.

Além de descarregar as tensões, quebrar a rotina e abrir um leque de situações diferenciadas, encarar uma viagem sozinho pode presentear o viajante com situações que jamais ocorreriam caso estivesse em grupo. Embora a violência seja uma das razões pelas quais a prática não é ainda muito comum no Brasil, alguns destinos nacionais são consideravelmente seguros. E abraçam o visitante que chega solitário de um jeito especial.

Arembepe – Bahia: A vila de Arembepe preserva a rusticidade natural do litoral baiano dentro de uma área de proteção ambiental. Este refúgio ecológico está localizado a cerca de 30 quilômetros ao norte de Salvador, na Costa dos Coqueiros, cidade de Camaçari. Ideal para um reencontro com a natureza, a paisagem conjuga harmoniosamente a praia de dunas e coqueirais com piscinas naturais formadas pelos recifes, o santuário de tartarugas do Projeto Tamar e a singular comunidade de “bichos-grilos” – é um antigo re    duto hippie – à infraestrutura hoteleira simples, mas bem planejada.

Esportes aquáticos como surf, jet ski e mergulho, caminhada por trilhas, passeio de canoa e banhos nas piscinas do rio Capivara são alguns exemplos de diversão garantida. Sem deixar de citar as noites movimentadas na pracinha central à beira-mar, com feirinhas de artesanato e iguarias oferecidas por baianas à caráter. Também na aldeia hippie, a noite é aquecida por muita música à luz de fogueiras. Ao longo do ano, festas de origem religiosa ganham novos tons em festivais culturais de movimentos alternativos com espetáculos artísticos inovadores e atrações promovidas pela comunidade local.

Jericoacoara – Ceará: A pequena aldeia de pescadores está incrustada em área de proteção ambiental, circundada por praias belíssimas. Em 2002, foi transformada em Parque Nacional e, desde então, a região é cercada pelos cuidados de preservação, o que a mantém em sua forma selvagem e protegida por acessos limitados de trilhas – 24 quilômetros de dunas. Inconfundivelmente paradisíacas, suas praias convidam ao relaxamento, às caminhadas à beira-mar e ao extraordinário espetáculo de mergulho do Sol nas águas mornas ao entardecer, cujo palco privilegiado é a Duna do Pôr do Sol. Nos meses de julho a agosto, o grande arco de pedra esculpido pela natureza, a Pedra Furada, rouba e emoldura a cena. A seu lado, o Serrote, monte de quartzo com 98 metros de altura, se ergue como pedestal do Farol de Jericoacoara.

A aldeia também fervilha com atividades mais dinâmicas na famosa Praia do Preá, local de esportes náuticos como windsurf, kitesurf, surf e vela. Mas passeios de buggy sobre as dunas ou para exploração dos recantos que guardam lagoas de água doce cristalina, como a Lagoa Azul, são formas extraordinárias de preencher o dia. À noite, as fogueiras armadas nas dunas de areia acompanham os luais inesquecíveis, ao som de berimbaus de rodas de capoeiristas. Barracas então pipocam na rua principal, oferecendo uma infinidade de bebidas tropicais e exóticas. Bons bares e restaurantes iluminam suas mesas com velas que cintilam ao som da música mesclada ao burburinho alegre dos visitantes.

São Tomé das Letras – Minas Gerais: São Tomé das Letras ergue-se sobre um pico de cristais poderosos, a 1444 metros de altura na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. A cidade está envolvida em lendas e magia e, não sem razão, é considerada a mais mística do Brasil.

As atrações estão fortemente atadas à atmosfera contagiante da vida rústica, despojada de qualquer luxo. Portanto, comida caseira típica, artesanato exotérico e caminhadas em meio às corredeiras, cachoeiras e vales são seus apelos mais intensos de distração. Chegar só nesta viagem é um acontecimento passageiro, dado o caloroso envolvimento da comunidade com seus visitantes.

Ilha do Mel – Paraná: Em uma reentrância da Serra do Mar, a Baía de Paranaguá esconde a mais preciosa pérola do litoral paranaense: a Ilha do Mel. O refúgio rústico com praias magníficas é uma região de reserva dedicada à preservação do ecossistema da Floresta Atlântica e, portanto, aberta aos visitantes autorizados previamente. Pequenas áreas são destinadas à habitação e estão estruturadas para o camping, pousadas, restaurantes e lanchonetes.

Cinco vilarejos espalhados em áreas de ocupação envolvem atrações singulares. Ao sul, a Gruta de Encantadas, morros, bicas de água e prainhas que convidam para passeios, esportes na areia, surf e parapente. A leste, o Farol das Conchas, de onde se extraem vistas deslumbrantes, trilhas em meio à mata e as praias mais frequentadas para surf, bodyboarding, mergulho e pesca. Já ao norte, a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, o labirinto de canhões, trincheiras de pedra e o mirante salpicam a paisagem do Morro da Baleia, região mais pacata, mas com praias muito propícias ao windsurfe e canoagem. Paisagens magníficas podem ser avistadas de Ponta Oeste, no noroeste da ilha.

Pantanal – Mato Grosso do Sul: Neste santuário ecológico, viajar sozinho pode ser melhor do que acompanhado. Livre das distrações dos amigos ou companheiro (a), dá para contemplar com calma uma infinidade de animais, o belo pôr-do-sol em horizonte aberto e os piados sem fim das centenas de pássaros. A hospedagem é em pousadas e hotéis-fazenda, muitas vezes geridas pelos próprios donos, que lhe farão você se sentir em casa.

Não faltarão atividades para ocupar o dia. Um dos pontos fortes do Pantanal são os safáris fotográficos, feitos de carro 4×4 ou de barco. O terreno plano e a vegetação baixa facilitam a observação dos animais, o que não acontece na Amazônia. Pesca de piranha, caminhada e cavalgadas são outras atividades possíveis.

Fonte: IG Turismo

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